Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

As paredes têm ouvidos.

Depois de passar um domingo ultra caseiro, fazendo tarefas domésticas e tirando um cochilo cuidadoso na hora do Fantástico, pra não perder o paredão do Big Brother, resolvi finalizar com uma lida no PostSecret.

Adoro esse site. Salvo as imagens postadas desde 2006. Às vezes me empolgo e busco mais na comunidade do MySpace. Uma vez, conversando com o Gu e mandando uns links de segredos alheios ele me xingou e mandou eu sair desse trem porque era deprê demais. Mas as dores e tristezas dos outros não me deprimem, pelo contrário, me fazem pensar um monte sobre todas as coisas que eu penso e sinto.

Me fazem pensar também sobre as pessoas. Quando eu era muito pequena eu conversava com a parede. Claro que não exatamente com a parede, eu conversava com as coisas da minha cabeça. Quando minha mãe deixava eu e minha irmã passarmos o fim de semana na casa da Vovó Maligna com nossos primos, eu, na primeira oportunidade, me escondia num quartinho que tinha no jardim e ficava lá o dia todo. Eu e as coisas da minha cabeça. Todos acham que Vovó Maligna me protegia porque fui a única neta que nunca apanhou dela, mas a verdade é que enquanto todos botavam o terror em grupo dentro de casa eu estava sentada no chão do quartinho no jardim brincando com as coisas da minha cabeça.

Em casa eu fazia a mesma coisa, fosse me trancando no banheiro ou, quando começou a obra, me escondendo nos quartos que estavam sendo construídos. Ficávamos lá eu, as paredes e as coisas na minha cabeça.

Minha segunda opção de diversão eram os animais. Ficava lá com aqueles seres que só respondem com olhares e carinhos dividindo as coisas da minha cabeça, verbal ou telepaticamente, achando tudo isso muito bom.

Não a toa só fui fazer uma amizade real aos 12 anos. Tinham os coleguinhas de colégio, era até bem popular entre eles, mas nos fins-de-semana e nas férias eu curtia ficar sozinha. Até que um dia eu conheci uma menina que tinha umas coisas na cabeça tão surreais quanto as minhas e a gente firmou uma amizade. Imagine uma pessoa que tinha sido criada em outro país, voltado pro país de origem e passado alguns anos nessas escolas estrangeiras, sendo jogada no final do ano de uma escola normal. Ela era esquisita. E confusa. De alguma forma eu entendia que aquela pessoa merecia compartilhar das coisas da minha cabeça também.

Foram seis lindos anos. Eu já sentia aquela menina como parte da minha família. Mais que isso, ela era a minha irmã de verdade. Era uma irmã de fato parecida comigo e que me entendia. Mas aí, acho que com o tempo, ela foi se tornando uma pessoa normal. Sabe, gente normal e eu não funcionamos muito bem... Pra ver algum sentido nas coisas que eu faço e digo tem que conseguir abstrair.

Tem que amar também. Não é raro escutar das pessoas que convivem comigo que elas gostariam de me amar menos. Às vezes, nem precisa dizer, eu enxergo nos olhos delas esse desejo. Porque parece que esse meu jeito exige das pessoas que elas relevem coisas demais, compreendam coisas demais, abstraiam demais. Mais ou menos como se as coisas da minha cabeça fossem super legais, mas as vezes caras demais. Não tenho dedos o suficiente pra contar quantas pessoas desistiram pelo preço. Penso no quanto eu sofri achando que essas pessoas eram tudo quando noto que hoje elas não significam nada pra mim.

Culpa das coisas da minha cabeça. Enquanto elas existirem eu posso viver com as paredes. Esse é meu segredo: Ao lado da pasta na qual eu salvo os cartões do PostSecret eu tenho uma pasta com 409 fotos de paredes e muros.


Eu amo paredes.

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

Ok computer

- Você tentou instalar?
- Não.
- Não deu ok pra nenhuma mensagem?
- Não.
- Certeza?
- Juro!!!!!
- Porque do mesmo jeito que eu sei que você tentou mexer eu vou saber se você tentou instalar.
- Mas não instalou.
- Não instalou é diferente de você não ter tentando instalar. Que você não conseguiu instalar eu já sei, quero saber se você tentou...
- ...
- Eu vou descobrir de qualquer jeito, fala de uma vez. Tentou?
- Tentei.

E é por isso que o computador que todo mundo pode usar é cheio de restrições. Não, não porque ele tentou instalar um trem sozinho, aliás se ele instalasse algumas coisas até me ajudaria, mas porque ele nega até a morte que tentou.

Aliás não sinto prazer nenhum em administrar uma rede, mesmo que doméstica. Quando você cuida de computadores, principalmente de leigos, você vira o olho que tudo vê. Como se um daqueles softwares espiões estivesse instalado no seu cérebro. Todos os rastros, toda a memória, ali na sua cara. Não quero saber que tipo de cookies meus familiares andam recebendo por aí. Nem que tipo de mensagens andam trocando. Nem nada. Não quero saber o que fazem as pessoas na privacidade (inexistente) de suas navegadas.

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Chocolate quente.

- Quer provar?
- Tá com uma cara boa. Hmmmm e cremoso. Que delícia, como você fez?
- Derreti chocolate no leite quente.
- Sensacional hein? Ficou divino. Quanto chocolate você colocou?
- Uma barra.
- Sério?
- Na verdade não. Eu fiz com toddy e pus um pouquinho de maizena.
- Ugh!
- Mas você disse que tava maravilhoso!!!
- Blergh!

Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

Não quero mais falar. Shiu. Calei.

Leio/escuto tudo mas não tenho nada a dizer.

Vai passar. Sempre passa.

Só não fica perguntando demais que piora.

Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

Tem um tempo que eu descobri que um monde de gente, ao primeiro contato comigo, tem medo de mim. Tem gente, como meu melhor (hoje) Gu, que ao me conhecer me acha escrota e imagina que eu seja fake e forçada. Além disso, eu comecei a notar que um monte de gente acha que certas coisas que eu digo são zuera, mesmo que eu bata o pé e insista que estou falando sério.

É verdade que eu tenho pouco freio entre o cérebro e a língua, passou a idéia na cabeça to falando, normalmente só reflito sobre algumas coisas quando as escuto saindo da minha boca. Às vezes nem assim.

É verdade também que eu sou meio esquisita. Só percebo essa parte quando achando alguma coisa bem lógica e coerente entro em diálogos assim:
- Sério Lori?
- Sério, uai...
- Sério mesmo?
- Mesmo! É sério.
- Tá brincando...
- Não, porra, tô falando sério!

Aliás, se e fosse contabilizar quantas vezes isso acontece, por exemplo, conversando com a Lizzie, que nem é uma pessoa tão convencional assim, a maior parte dos nossos diálogos ganham essa dúvida de brinde.

Eu tenho problemas com mentiras. Além de odiar e me sentir brutalmente traída quando sou alvo dela, acho mentira trabalhoso e sou preguiçosa demais pra cogitar a possibilidade de me livrar de alguma coisa inventando uma mentira. Talvez até uma coisa esteja atrelada à outra, por não usar desse artifício eu fico putapacarai quando o usam comigo.

Mas aí voltamos ao começo, um monte de gente, pelos absurdos que eu falo às vezes, acham que eu tô de zuera, mentindo, forçando.

E aí minha cabeça da nó.

Eu não devo saber passar a impressão que eu imagino que estou passando ou até que gostaria de passar. Olha que patético, eu não sei me mostrar como eu sou de fato e talvez isso se dê porque eu seja exclusivamente verdadeira nas minhas atitudes.

Creepy. Sabe o que eu vou fazer? Merda no cabelo, que daí eu distraio.

ps. Só pra constar, eu faço merda no cabelo e conto pra cabeleireira. E quando ela conserta e diz "Não faz isso de novo...." eu respondo "Ah, você sabe que eu vou acabar fazendo....". Nem pra CABELEIREIRA eu minto. Quem diabos sou eu?!?!?!

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

Então quando eu planejo sair mais, e viver mais fora da minha cabeça que dentro, observando o mundo e tentando não me preocupar com nada eu sempre me dou mal. Quer dizer, mal, mal mesmo, não... Mas eu sempre noto umas coisas que eu preferiria nunca notar. Acho que isso explica minhas reclusões recheadas de livros e filmes.

Os super vilões da ficção são muito mais interessantes, são profundos, com motivações nobres... Os heróis eu nem comento. As pessoas do povão, essas com quem a gente tromba quando está socializando em lugares públicos não. Se você tem a chance de trombar com alguém mau caráter nessas situações não há nada por trás. É só alguém mentirosinho mesmo. Raso.

É raríssimo encontrar pessoas profundas, quaisquer que sejam as características delas. Pessoas intensas, interessantes....

E bonitas? Meldels! Vocês já notaram quanta gente feia existe nesse mundo? Não tô falando de proporção áurea ou qualquer coisa assim. Tô falando de gente que é agradável ao olhar. Que tem charme, estilo.

Aí você fica ali, vendo aquelas aberrações enquanto toma uma long neck, bem rápido pra que não esquente, e se perguntando o que diabos está fazendo nesse mundo. Seja num bar, numa boate, num Shopping, qualquer lugar. São mil anomalias pra cada pessoa de verdade.

Deve ser por que o ser humano não respeita muito a evolução das espécies. A gente entrou numas tão fortes de procriar e sobreviver de qualquer jeito que tá tudo errado e feio. Aí eu me lembro de um lance que eu andei lendo hoje, sobre a blogosfera e aquele yada yada de sempre, que não passam de pessoinhas ridículas que mudam de cores às luzes de uma crença ilusória de que se tratam de celebridades.

Ouié, eu disse isso, celebridades.

Mas eles são representantes dessa massa, e como tal, é dela que trazem características. Eu fico chateada porque, se pudesse, mudava o mundo. Sabe, se eu fosse roteirista da humanidade faria todo mundo legal e interessante. Contratava a Lizzie pra fazer o figurino, todo mundo seria estiloso. Seria um sucesso de público e crítica. Todos estariam vivendo o tempo todo em busca de resolver as grandes questões existenciais que encontrassem pela vida.

Se eu fosse roteirista da humanidade também não ia deixar as pessoas terem tanto medo de errar, de se machucar, de quebrar a cara. Porque essa é outra impressão que eu tenho, que as pessoas têm tipo um limite de quanta frustração conseguem aguentar e uma hora viram uma coisa meio dura. Um lance movido pela maré. Nunca tentam coisas novas e desconhecidas. Ficam naquele esquema repetitivo e seguro. É a massa uniformizada que sonha com o emprego público e se recusam a pensar em qualquer coisa que cause um tiquim mais de dor de cabeça.

Tem as verdades pessoais também. A pessoa estabelece um conjunto de regras que determinam o que é real e verdadeiro e se agarra naquele trem. Escuta qualquer coisa que fuja disso e entra por um ouvido e sai pelo outro atravessando um vácuo entre os dois. Como se fosse impossível que alguém simplesmente seja diferente. Talvez porque poucas pessoas aceitem e adotem ser. Talvez seja só eu, seja só meu preconceito escroto de só gostar dos diferentes, que me faz ter tanto asco dos iguais.

Sexta-feira, Janeiro 02, 2009

Começou em 1999. Bouby Bouchardé, o poodle da minha irmã, havia desaparecido. Eu não sabia o que era viver sem um cão em casa, desde muito pequena tivemos cachorro e depois de ter passado pela morte de dois eu não queria exatamente arrumar mais um e passar por aquilo tudo de novo. Nossa pastor alemão viveu muitos anos mas uma que veio logo depois dela, uma dogue alemão que eu enchi o saco pra ganhar, viveu apenas um ano nos dando muito problema com sua saúde frágil e veterinários que não sabiam nem por onde começar a diagnosticar a bichinha.

Eu, que tinha passado uma infância criando os mais variados animais, todo tipo de roedores, pássaros e até dois marrecos de pequim que eu tinha cismado em comprar em Colatina, cheguei aos 18 anos apenas com um pequeno cachorro fresco e meio chato que decidiu uma bela noite desaparecer. Acabei descobrindo com isso que possuía uma incapacidade brutal de ficar sozinha.

Quando chegava em casa da aula, um daqueles terceiroanointegrado que tinha aula o dia inteiro e me descobria sozinha era um tal de chorar compulsivamente e morrer de medo de tudo que acabou deixando meu namoradinho da época preocupado, eram sintomas de alguma coisa que provavelmente eu já tinha há algum tempo, mas só se tornaram visíveis com essa situação criada pelo desaparecimento do cachorro. Não aguentando mais minhas ligações desesperadas o dito cujo decidiu, ia me dar um cachorro novo, com a esperança de que aquelas coisas que eu sentia quando ficava sozinha fossem embora.

Começamos a pesquisar raças, eu queria um cachorro grande, um akita talvez, quem sabe até um pastor alemão... Até que um dia ele me telefonou à noite e disse que talvez tivesse encontrado um cachorro pra mim. Não era um cachorro grande, nem de raça, na verdade ele era até meio esquisitinho, e me perguntou se eu gostaria de ficar com ele. O irmão dele tinha ganhado de um conhecido. A parte da história que eu sei é que ele era cria de uma poodle premiada com um fox terrier (muito provavelmente um amor interracial proibido) e que todos seus irmãozinhos tinham conseguido um lar, menos ele. A mãe do meu ex disse que não ficaria com aquele bicho esquisito em casa nem fudendo. Sabendo do meu desejo de ter um cão ele lembrou logo de mim e me propôs ficar com ele. Eu não só desejava, eu precisava de um cãozinho, e pelo visto aquele tal esquisitinho precisava de mim. Dramas de novela mexicana à parte um dia, depois da aula, meu ex o buscou em casa para que ele pudesse ir pro seu novo lar.

Meus colegas que o conheceram faziam comentários espertinhos, do tipo, "esse bicho não nasceu, foi espirrado" e outras maldades do gênero. Eu honestamente nunca consegui enxergar isso. Desde a primeira vez que olhei pra ele achei a coisa mais linda desse mundo, coisa que não foi recíproca. Meu novo cãozinho, meio despelado, totalmente descabelado e com a pontinha do rabo quebrada morria de medo de gente, eu incluida. O rabinho quebrado e o medo absurdo de qualquer figura humana só me levam a crer que a vida dele antes de mim tinha sido dura, tomei como missão tomar conta pra que fosse maravilhosa dali em diante e isso me salvou.

Estranho e antissocial, Shinji foi o nome mais perfeito que dois fãs de anime poderiam escolher pra ele. Ikari Shinji, sendo que Ikari é sobrenome.

Minha irmã e minha mãe tinham odiado a decisão que eu tomei de adotá-lo. Minha mãe achava cruel que eu arrumasse um cão que tinha alguma semelhança com o desaparecido da minha irmã e minha irmã odiava olhar pra ele e lembrar do Bouby Bouchardé. O cão estranho com um moicano amarelo ainda pagou o preço por lembrar, muito vagamente, um poodle de pedigree, vê se eu guento? O único que ainda simpatizou com ele foi meu pai e mesmo assim achava desagradável os olhares dele, os achava humanos demais, e me perguntava se aquilo era um cachorro ou um ET. Não levou muito tempo, mas levou muito colo e muito chamego pra que o Shinji se sentisse à vontade com pessoas, ficamos inseparáveis. Manter o Shinji bem e feliz era meu objetivo maior na vida.

Então, uma hora, os sintomas que emergiram na ausência de pessoas, que me levaram a precisar dele, começaram a pipocar de outras maneiras. Todos os meus distúrbios emocionais resolveram se rebelar e em muito pouco tempo eu larguei o namorado, larguei a faculdade, larguei tudo... Eu me afundei num período que carinhosamente chamo de "trevas". Quando eu não estava absolutamente bêbada e vivendo na madrugada eu ficava trancada em casa chorando no escuro. Ou eu afogava os monstros que me consumiam em alcool ou eles simplesmente me consumiam. Eu chorava literalmente 24 horas por dia, 7 dias por semana e só tinha alguma paz quando bebia e/ou usava drogas até ficar inconsciente. Aí começaram os tratamentos. Passeei por psiquiatras em toda a cidade, tomei uma tonelada de remédios, fiz qualquer coisa que dissessem que me faria melhorar. Até serotonina na veia em várias, e caríssimas, sessões eu tomei. Eu tinha muito mais do que certeza que minha vida não servia pra nada e que seria muito mais útil pra mim, pra toda minha família e pra todos meus amigos, acabar com aquilo de uma vez. Eu estava causando sofrimento demais pra mim e pra qualquer um que chegasse perto. Só tinha um problema.

O Shinji era grudado demais em mim. Na sua pequenineza eu acho que ele imagina que me defende. Não deixa ninguém chegar perto de mim enquanto eu durmo e brincadeiras mais confusas, tipo cosquinhas ou algo assim, o fazem avançar sem pensar duas vezes. Ele sempre escapa de qualquer sistema de segurança só pra ficar perto de mim. Se não consegue, berra até ensurdecer qualquer um. Hoje em dia, quando as pessoas me visitam acham estranho e muitas vezes eu até escuto, calada, críticas, do tipo "seu cachorro é muito neurótico". "Num é?" eu respondo com sarcasmo lembrando que se não fosse ele eu nem estaria ali pra escutar gente com a língua grande demais.

As trevas infernizaram a minha vida e a de qualquer um que me conhecia. Realmente, na época, o melhor a fazer era acabar com isso tudo. Só não era, nem nunca foi, melhor pra ele. Ele era o único que não se tocava do monstro que eu tinha virado e que ainda precisava de mim mais do que eu precisava morrer. Não só precisava como demonstrava. Por um tempo eu até tentei fazê-lo aproximar de outras pessoas, mas não adiantava, o lance dele é comigo. De certa forma parece até que ele cobra o que eu prometi quando ele veio pra cá. Que ia ficar tudo bem, que eu ia cuidar dele pra sempre. E toda vez que eu cogitava seriamente me matar isso me assombrava e eu me sentia quebrando nosso acordo. Nunca tive coragem de tomar uma atitude nesse sentido por ele. Passei por umas coisas, tomei remédios demais algumas vezes, mas nada que eu desejasse conscientemente que terminasse com a minha vida. Uma vez tomei todos os remédios prescritos pra 3 meses e isso se deu, honestamente, porque eu precisava conseguir parar de chorar. Qualquer um sabe que se quiser se matar a internet taí pra ensinar métodos rápidos, eficazes e muitas vezes indolores. Enfim...

Na verdade nem era essa história que eu queria contar. Eu queria falar sobre algo que tinha a ver com a beleza, yada yada, que o amor não enxerga essas coisas e que mesmo super estranho eu ainda acho o Shinji o cão mais lindo do mundo....

Mas bora terminar agora. Eu melhorei nos últimos anos, aos poucos, meus monstrengos horrendos e minhas trevas estão sendo domados e hoje tão muito mais praqueles monstrinhos que mordiam o biscoito num mundo super colorido. Mas sem ele eu nunca chegaria nisso. Soa meio ridículo pra quem nunca passou por essas coisas, as pessoas perguntam "Mas e a sua família? Você não pensava neles?!!" mas a verdade é que em situações assim parece bem mais eficaz, pra devolver a felicidade pras pessoas que te amam, cair fora. E não raras vezes escutei familiares de gente passando por isso "foi/seria melhor assim". Porque somos humanos. Somos racionais. Cá entre nós, não sabemos amar incondicionalmente.

Ele sabe.

Então, especialmente pra esse povo bonito que frequenta a minha casa, segura o linguão pra falar do meu cachorro esquisito ok? Ele fez coisas que você não conseguiria nem se esforçando demais.

ps. Ele é lindo.
pps. 10 anos atrás ele era um vira-lata, um srd. Mas hoje é conhecido como Designer Dog, ou híbrido, e por isso compreenda que ele é bem mais cool que seu filhote de incessantes cruzamentos co-sanguineos, mais cool e mais saudável. Traduzindo: tô na moda e meu cachorro é geneticamente melhor que o seu. (e mais caro também, btw)

********Update********
Atendendo a pedidos, fotos da coisa marlinda. Recentes, claro.


Ele notando que eu comecei a tirar fotos.



"Ah nem, será que se eu ignorar ela desaparece?"



"Não quero! Foto agora nããããooo!"



Dá pra parar de fazer drama e me deixar tirar pelo menos UMA boa?


Isso! Mas agora segura a pose preu tirar sem flash. E não mexe senão fica tremido!!!


Pronto, doeu? Pode voltar a dormir agora.


Puxou a mãe na chatura pra tirar foto. :D